Arquivo para meditação
a maçã (samsara)
Por que não se convencer, vez por todas, que felicidade não vem com camiseta de brinde, beijo ofegante ou anúncio em alto-falante? Ela não rima com toda essa roda-gigante. Já dei espiadela, de soslaio, e até sei seu endereço: é um conjugadinho modesto para além do parque das distrações. Mas lembrar o caminho, outros quinhentos… Com tantas luzes coloridas e velozes, música de realejo e a promessa de nuvens de algodão-doce, nada feito. Às vezes a consciência lampeja que voltar para casa é a única opção. Mas ignoro como quem negocia cinco minutos de despertador… É que logo ali brilha, vermelho-caramelada, uma maçã-do-amor.
oração
Quando eu era pequena me ensinaram o Pai-Nosso, mas como era longo demais e eu não tinha a mínima idéia do que significava -era quase como cantar o hino nacional na escola, coisa que ainda existia lá pelos idos dos anos 80 na EEPG Prof. Antonio de Campos Gonçalves-, optava sempre por um singelo e veloz “Jesus-menino-meu-irmãozinho-faça-que-eu-seja-bem-boazinha”. Que na minha pressa infantil acabava soando como “o rato roeu a roupa do rei de Roma”. Basicamente um trava-língua.
Óbvio que essa relação com Jesus menino não durou muito. Difícil imaginar que, adolescente, vestida de preto e ouvindo Black Sabbath, eu ainda me importasse em ser boazinha. Aliás, que coisa infeliz essa história de ser “boazinha”. Passei por uma fase de centro espírita na pré-adolescência, mas lá pelos 14 anos eu já tinha cortado relações com Deus, anjos, santos, espíritos de luz e o diabo a quatro. E de fato, durante muito tempo eu não rezei, não orei, não disse nenhuma precezinha, nem pulei pra São Longuinho. E olha que eu perdia de tudo!
Com uma pitada de niilismo fin-de-siecle universitário, estava fundado o ateísmo de carteirinha. Deus era para os fracos. Nem ousasse falar dele na minha frente que eu tinha engulhos e pulava no pescoço desavisado.
Durante anos eu encontrei algum conforto na ciência herdada das apostilas de cursinho aliada a um pouco de imaginação. Não era exatamente uma cosmogênese, mas valia. Ficou conhecida pelos meus amigos todos, coitados, como a “teoria dos elétrons da última camada”, que entre outras coisas explicava a possibilidade de captar as vibrações de pensamentos alheios por ressonância dos campos eletromagnéticos formados a partir das correntes elétricas geradas pelo quantum de energia liberado pelos elétrons da última camada dos átomos que reagiam na complicada química dos neurotransmissores do nosso cérebro. Deu pra entender?
Poizé… Tem gente que simplifica e chama esses mistérios todos de Deus.
Mas enfim… Minha solução religiosa também não me ajudava em nada na hora da oração. Difícil rezar num altar com um nome desses. Vai dizer o quê? Bem-aventuradas as ligações covalentes, livrai-nos da catálise, amém?
Na verdade, eu não me preocupava muito com isso. O mais perto que eu chegava de alguma espiritualidade ou autoconhecimento era assistir “2001- Uma Odisséia no Espaço” e visitar uma aluna de psicologia na clínica gratuita da USP uma vez por semana. Ah, teve também umas expansõezinhas de consciência fruto de uma certa inconsciência… Mas juro que não traguei! (Só para o caso de minha mãe estar lendo esse texto.)
O resto é a velha história… Maconha, cocaína, crack, prostituição…
Brincadeira… Mas como uma coisa leva a outra, logo estava lendo as peripécias do Thimothy Leary, que falava sobre o Livro Tibetano dos Mortos y otras cositas mas. Logo substituí os elétrons do meu altar pelo lisérgico “Submarino Amarelo”, com os Beatles em versão desenho animado lutando contra os malvados azuis pra devolver a música à cinzenta cidade de Pepperland. Se você não assistiu, recomendo! (Ainda essa semana estava ouvindo de novo “All You Need Is Love”… lá lá lá lá lá… come together, everbody!)
Viajei (dessa vez literalmente) três anos com um submarino amarelo debaixo do braço, na cabeceira da cama e no repeat do disquinho mental. Será que dá pra considerar isso uma rezinha?
Nessas alturas eu já tinha comprado um tarô zen do Osho, e daí pra cair no budismo foi um passo. Tá virando budista? – perguntaram. Eu? Não! Só acho interessante porque é muito lógico etc etc etc. Ainda não dava o braço a torcer. (Quem diria que mais tarde eu passaria meses cantando Hare Krishna e dançando na frente de um deus azul!)
Mas eu não rezava. Juro que não. Meu interesse era muito mais intelectual e também pela meditação. Eu dizia uns mantras que eu não tinha idéia do que significavam, alguns que eu sabia o significado e uma ou outra oração… Sim, orações, mas não acho que eu rezava, não. Eu repetia o que táva escrito lá no livrinho… O rato roeu a roupa do rei de Roma… Não tinha muita conexão envolvida nisso.
Tempo passa, tempo voa… Depois de uns quatro anos fuçando aqui e ali, umas tantas linhas espirituais e religiões diferentes, acho que finalmente estou começando a pescar essa coisa da oração.
Resumindo de um jeito bem simples, pra quem acredita ou não que haja qualquer coisa além do que percebem os nossos cinco sentidos, ando sentindo a coisa mais ou menos assim:
Que a gente é feito da mesma substância que forma todo esse mundão véio sem porteira. Átomos, elétrons, coisas menores ainda que a gente não estudou para o vestibular, e que nem os cientistas descobriram… Partículas minúsculas, impensáveis, que se sucedem indefinidamente da mesma maneira que a imensidão de galáxias além de galáxias. Estrelas que nascem e que morrem. Seres incontáveis, conhecidos e inimagináveis… Matéria… Luz… O infinito inconcebível.
Passado o susto e a impressão de que somos seres tão insignificantes no meio de um grande caos, dá pra começar a perceber os padrões que se repetem no macro e no micro, a geometria das folhas na mata, do átomo e dos planetas, a espiral do DNA, da galáxia e das conchas na praia, a simetria das frutas, o ritmo das ondas, o pulsar da seiva das plantas, do sangue nas veias, o olhar das pessoas e dos animais, o ir e vir do ar dentro de nós, a batida do nosso coração. E de repente a gente não enxerga mais o caos e sim uma ordem perfeita, da qual fazemos parte e que faz parte de nós, sem separação.
Deus, como isso é bom! ;-)
E daí única oração possível é o agradecimento.
Acho que foi isso que eu percebi… Que apesar dos pesares, literalmente, é possível levar a nossa consciência para um outro ponto. Um ponto onde é possível reconhecer a beleza de tudo ao redor, a dádiva de existir e poder partilhar desse mistério.
Foi então que eu entendi que a oração pode nos levar pra esse lugar. Que ela é como uma passagem de ônibus. E tudo o que a gente precisa dizer para o motorista é um simples obrigado pra começar a viagem.
A oração não precisa ser nenhum muro de lamentos, nenhum confessionário de culpas, nenhum deus-nos-acuda. Mesmo que a gente esteja num momento difícil, sem vontade de agradecer por nada, é possível usar a gratidão como palavra-chave pra elevar a consciência pra um lugar melhorzinho. Basta um “eu agradeço por…” para começar a encontrar os motivos pelos quais vale a pena estar vivo.
Depois de uns minutinhos agradecendo, nosso estado de espírito já é outro. E quanto mais a gente consegue entrar nessa vibração de gratidão, mais a gente tem motivo para agradecer.
Tá bom… Encontrei Jesus!
;-)
Feel allright now
Lord, I thank you!
(já diria Bob Marley)
***
Lembrei de algumas coisas enquanto escrevia o texto:
- do monólogo final do filme “Beleza Americana”:
“There’s so much beauty in the world. Sometimes I feel like I’m seeing it all at once, and it’s too much, my heart fills up like a ballon that’s about to burst… And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can’t feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life…”
- e de um trecho do livro “Cartas do Caminho Sagrado”, da Jamie Sams, sobre a abundância:
“Sempre que os Nativos Americanos necessitam obter um instrumento para realizar algo, ou precisam recorrer aos serviços de algum especialista, eles costumam agradecer ao Campo da Fartura, antes mesmo que a pessoa ou objeto se manifeste na prática. O Campo da Fartura sempre encontra um jeito de colocar o objeto desejado nas mãos daquele que realmente necessita dele. A chave para conseguir que todas as coisas necessárias se manifestem consiste em desenvolver um profundo sentimento de gratidão, aliado à total sinceridade e à ação correta em nossa vida física.”
ave, vida
Às vezes me pego vendo a vida como uma força quase indestrutível, que supera todas as adversidades e consegue vicejar etre rachaduras de asfalto, tubos hospitalares, guerras civis e outras condições difíceis. Mas em outros momentos ela parece muito mais frágil, como uma linhazinha fina amarrada a um balão suspenso no ar, que pode ser rompida por qualquer vento ou galho de árvore.
Hoje um passarinho morreu na minha mão. Com a asa quebrada, a força que havia nele ainda fez algumas tentativas de vôo, mas ele não se sustentava mais nem no ar e nem na terra. Parece que no momento em que percebeu que a vida era inviável, decidiu ir embora… E assim foi. Leve, desprendido, como só os pássaros sabem ser. Foi embora como o vento.
***
vida se esvaindo
tal qual uma ave entre os dedos
pro céu vai-se indo
***
gracias, pequeno…
pensamentos
Há algum tempo atrás freqüentei algumas palestras e cursos da Organização Brahma Kumaris, que divulga a técnica da raja yoga no Brasil. É uma técnica de meditação diferente, em que a gente cria pensamentos, em vez de tentar fazer com que eles cessem. Concentrando no terceiro olho, criamos pensamentos baseados na nossa verdadeira essência, na idéia de que não somos esse corpo físico mas uma alma imortal, um ponto de luz localizado no centro da testa que tem qualidades como paz, amor, verdade, pureza, equilíbrio…
No começo eu duvidava muito da eficácia disso, já que pra cada pensamento que eu criava vinham outros dez dizendo que aquilo tudo era balela. Mas praticando vez ou outra deu pra perceber que é possível criar um fluxo de pensamentos positivos que trazem bem-estar porque estão baseados nessas energias inatas do nosso ser. É super simples.
As nossas emoções são fruto dos nossos pensamentos em relação às situações. Posso mudar uma emoção ao mudar o pensamento. E é incrível a velocidade com a qual o corpo reage à essa mudança de atitude mental. Mas pra isso é preciso um pouco de concentração, o suficiente para criar um fluxo de pensamentos intencionais.
Acho que a coisa mais legal que descobri lá é que somos capazes de controlar o fluxo dos nossos pensamentos, em vez de deixar a mente à solta todo o tempo.
Quando a mente fica solta, você sabe, vira a própria oficina do demônio…
Talvez tenha sido nesse ponto que a técnica mais me ajudou. Quando percebo que minha mente está entrando num padrão de pensamento destrutivo e circular, posso dar um “alto lá!” e me lembrar que é possível pensar diferente.
Basta esse pensamento para começar a criar um fluxo de pensamentos outros.
“Êpa! Não preciso pensar assim!”, funciona como um freio de mão, que interrompe o fluxo destrutivo. E daí a responsabilidade é nossa de dirigir os pensamentos para a direção que quisermos.
No fundo é fácil. O que pode dificultar as coisas são os pensamentos emocionalizados quando estamos num ímpeto de raiva, num acesso de tristeza, etc… Porque esses já estão reverberando no corpo e se retro-alimentando pela resposta corporal ao próprio fluxo de pensamentos.
Por isso que a gente pára, senta e respira. Pra dissipar a reação emocional ao pensamento errado. Não é pra fazer pose, não. Com a coluna ereta, a energia flui melhor pela espinha e pelos centros energéticos.
Mas dá pra controlar os nossos pensamentos em qualquer posição, viu?
É só ficar atento para perceber quando vem algum pensamento meio torto, capenga, daqueles que não servem pra nada mesmo, só pra destruir nós mesmos ou os outros. No momento em que percebemos, significa que estamos conscientes.
E com consciência, é possível escolher o pensamento mais benéfico para nós mesmos e para os outros. E assim parar de poluir a atmosfera com pensamentos que não merecem ser pensados, quanto menos ditos.
Pura ecologia…
***
Uma coisa que ajuda a mudar o fluxo é pensar: “Eu sou capaz de escolher cada um dos meus pensamentos”.
Pra saber mais sobre a Brahma Kumaris, clique aqui.
abraçando a dor
Descobri que eu vinha lidando com a dor de uma forma equivocada.
Sabe aquela sensação dolorida de aperto no peito, nó na garganta, angústia, mal-estar?
Até agora a única forma com a qual eu conseguia lidar com isso era lutando contra ou fugindo da dita cuja. Ou eu tentava resolver a dor na minha cabeça, pensando na causa dela, no porquê, no que eu podia fazer pra ela passar, ou eu tentava me distrair, buscar alguma coisa fora que me desse uma sensação momentânea de prazer, que me fizesse esquecer da dor.
Na primeira opção o resultado, invariavelmente, era sempre mais dor. Não adianta ficar se digladiando com um problema. Acho que foi Einstein que disse que é impossível resolver um problema com a mesma mente que o criou. Bem verdade. Por isso que a gente gosta de conversar com os outros quando tem algum problema, porque isso dá uma outra perspectiva.
Mas conversar nem sempre ajuda. Porque às vezes parece que isso vira um paliativo, alimenta uma atitude de vítima que de certa forma piora as coisas. E a gente fica meio condicionado a buscar a solução fora da gente. Fora que enche o saco de quem ouve!
A segunda opção, a fuga ou distração, é mais furada ainda… Porque a gente vai ter a sensação de que a dor passou, mas ela continua lá, quietinha, esperando um momento para nos pegar de jeito. Basta acionar os botõezinhos certos: uma situação, uma memória, uma palavra.
É que nem quando estamos com alguma ferida no corpo e desviamos nossa atenção para outra coisa, isso faz com que temporariamente esqueçamos da dor. A ferida, no entanto, continua lá. E ela precisa de cuidado.
Uma vez li um texto daquele monge zen budista Thich Nhat Hahn em que ele contava que muitos monges e monjas da comunidade dele passavam anos em retiro, vivendo num estado de paz, e quando saíam e voltavam para suas famílias, descobriam que os problemas dos quais eles haviam fugido estavam lá esperando por eles.
Isso tem a ver com a idéia de viver na zona de conforto, de fazer de tudo para não experimentar a dor. Ele diz que isso não funciona. Evitar a nossa dor nos impede de curá-la.
Ou seja, se a solução não é nem enfiar o dedo na ferida o tempo todo, nem colocar um bandeidinho numa queimadura de terceiro grau, deve haver um jeito melhor de curar. Nesse texto, o Thich Nhat Hahn dizia que a gente tem de abraçar a nossa dor, o nosso sofrimento.
Acontece que eu nunca entendi direito essa história de abraçar a dor. Achava que fazia isso quando pensava sobre ela, quando sentia a dor e me descabelava. Mas na verdade, eu estava me entregando para a dor, o que é diferente. Isso é sofrimento.
Ele acontece porque a gente não aceita a dor.
Então eu meditava com uma atitude de querer me livrar de algo que eu não aceitava. Ok, a meditação acalma, traz um bem-estar, relativiza as coisas. Mas meditação não é só um analgésico. O potencial dela é muito maior do que isso.
Não sou uma meditadora assídua. Só me empenho mesmo nas práticas quando o bicho pega. Mas mesmo assim dá pra perceber os benefícios. E a ficha que caiu mais recentemente foi essa. De que é possível usar a meditação para dissolver, para transformar a dor, e não para fugir dela.
Sei lá, cada um tem um método, uma prática. Mas o ponto principal do que eu percebi recentemente é que é essencial aceitar a dor, o que significa sentí-la sem nenhum julgamento, sem querer que ela vá embora, simplesmente constantando que ela está ali. O processo todo, bem simples, foi assim:
1. silenciar (ou seja, parar de ficar pensando sobre a dor, a causa, a solução…)
2. olhar para a dor (senti-la sem julgamento, aceitá-la)
3. respirar sobre ela
Esse respirar sobre a dor é tão simples quanto está escrito. É só sentir a dor e respirar com consciência. Uma das visualizações mais simples que aprendi na hatha yoga é imaginar que se inspira luz dourada e se expira fumaça preta. Fiz isso um pouquinho. Mas acho que qualquer coisa parecida vale.
O importante é acolher a dor mesmo. Porque assim ela é processada e liberada.
Aceitando, ela fica menor. Aceitando, é possível entrar em contato com aquela parte de nós que não é dor, e a gente deixa de se identificar com ela.
E quando a gente não se identifica mais com a dor, é possível sentir o nosso ser acolhendo aquela sensação e a transformando, é possível sentir o cuidado amoroso que está na nossa essência.
Acho que isso deve ser abraçar a dor… Pelo menos, foi o que eu senti.
***
Agora, se você resolver tentar isso em casa, melhor procurar uma orientação qualificada, com a galera que manja disso pra valer… Vou ficar devendo aqui o texto exato do Thich Nhat Hahn que falava desse processo todo. Mas deixo o link pro site da Sanga Virtual dele, que tem muitos textos de ensinamentos transcritos que dizem coisas práticas e bem parecidas. Esse pessoal faz um trabalho de primeira publicando os textos na Internet! É uma fonte de inspiração constante. O que eu mais gosto é o jeito simples com que ele explica as coisas.
lembrete pra mim mesma
lembrar sempre do primeiro compromisso: ser impecável com a palavra.
tatuar no braço? escrever nas paredes? colar post-its? amarrar fiozinho no dedo?
lembrar, lembrar, lembrar!
a palavra é um encantamento.
nunca usar a palavra para se destruir.
(quando usamos a palavra de forma errada com o outro, também estamos destruindo a nós mesmos. porque causa um sentimento ruim da pessoa em relação a nós.)
lembrar, lembrar, lembrar!!!
***
“Os Quatro Compromissos”, Don Miguel Ruiz. Editora Best Seller.

Baseado nas tradições dos antigos toltecas, povo que habitava a região do atual México, Don Miguel Ruiz acena com uma nova vida, repleta de energia, genuína felicidade e amor. Para alcançá-la, basta estabelecer e honrar alguns compromissos básicos – Seja impecável com sua palavra. As palavras têm imenso poder e não devem ser usadas levianamente. Diga apenas aquilo em que acredita, usando corretamente sua energia; Não leve nada para o lado pessoal. Não absorva insultos e não se deixe levar por adulações. Aprenda a se tornar imune às opiniões alheias. Não tire conclusões. Atenha-se apenas à realidade imediata e concreta. Sempre dê o melhor de si. Em qualquer circunstância, mesmo nas situações mais insignificantes, faça o melhor. Don Miguel Ruiz ensina aqui a incorporar essas diretrizes ao dia-a-dia, afastando o inferno da depressão, da insegurança e da dependência e conquistando a única e verdadeira liberdade – a que vem da alma, aquela que cada indivíduo concede a si mesmo.
follow your bliss
Esse Joseph Campbell era mesmo um homem sabido. No documentário “O Poder do Mito” ele falou uma coisa bem das boas… “Follow your bliss”, ou seja “siga a sua alegria”, aquilo que faz com que os seus olhos brilhem. Aí ele diz, com humildade: “tem funcionado”.
E é tão prazeroso ver como o rosto dele se ilumina quando conta as histórias, que só isso vale tanto quanto ouvir o que ele fala.
***
Lembrete diário: o que faz os meus olhos brilharem?
doces bárbaros
A melhor descoberta que fiz esses últimos tempos foi o CD duplo dos Doces Bárbaros, de 1976, um ano mais novo que eu. Uma “ripice” só, das mais deliciosas, com Gal, Caê, Bethânia e Gil, cabeludos, maconheiros, cantando sobre o “espírito de tudo”, peixes brilhantes, Xangô e Iansã, pássaros que voam e que têm medo de voar. Bem alto-astral!
Baixa aqui que é bom!
As faixas que eu mais gosto:
Fé Cega, Faca Amolada
O Seu Amor
Gênesis
Pé Quente, Cabeça Fria
Peixe
Um Índio
São João, Xangô Menino
Nós, Por Exemplo
Os mais doces bárbaros

